POLÍCIA AO LADO ROUBOU CEBOLA: Quando se chega ao ponto de ver um agente da Polícia a roubar cebola, repolho, massa alimentar e ainda a pedir refresco ou esmola, então há alguma coisa séria que o país precisa de encarar. Isso não deve ser visto apenas como um caso isolado de desvio de conduta, mas também como um sinal de que há um problema social e económico mais profundo. Não se trata de defender a ladroagem, porque o errado continua a ser errado. Mas também é preciso ter coragem de olhar para o outro lado da questão: será que 10 ou 11 mil meticais chegam para sustentar uma casa, alimentar filhos, pagar transporte, renda, água, luz e ainda viver com alguma dignidade até ao fim do mês? A verdade é que a fome empurra muita gente para situações limite, e uma pessoa desesperada é capaz de fazer coisas que, em condições normais, talvez nunca fizesse. Este texto não é para quem recebe 30 mil, 40 mil, 1 milhão ou 1,5 milhão por mês, e ainda tem carro do serviço, combustível, rancho, ajudas de custo, bónus e outras regalias. É fácil condenar quando a barriga está cheia e as contas estão pagas. Difícil é perceber a pressão de quem veste uma farda, carrega responsabilidades e volta para casa sem saber como vai pôr comida na mesa. Se queremos combater este tipo de comportamento, então não basta apontar o dedo. É preciso discutir salários, condições de trabalho, dignidade e o custo real de vida. Porque, em muitos casos, por detrás de um acto condenável, há também um grito silencioso de sobrevivência. Nota: Somos contra qualquer forma de discriminação, ROUBO, preconceito, violência, exposição de imagens sensíveis e uso de linguagem ofensiva. 🙏🏾 Filósofo das Ruas





POLÍCIA AO LADO ROUBOU CEBOLA: Quando se chega ao ponto de ver um agente da Polícia a roubar cebola, repolho, massa alimentar e ainda a pedir refresco ou esmola, então há alguma coisa séria que o país precisa de encarar. Isso não deve ser visto apenas como um caso isolado de desvio de conduta, mas também como um sinal de que há um problema social e económico mais profundo.

Não se trata de defender a ladroagem, porque o errado continua a ser errado. Mas também é preciso ter coragem de olhar para o outro lado da questão: será que 10 ou 11 mil meticais chegam para sustentar uma casa, alimentar filhos, pagar transporte, renda, água, luz e ainda viver com alguma dignidade até ao fim do mês? A verdade é que a fome empurra muita gente para situações limite, e uma pessoa desesperada é capaz de fazer coisas que, em condições normais, talvez nunca fizesse.

Este texto não é para quem recebe 30 mil, 40 mil, 1 milhão ou 1,5 milhão por mês, e ainda tem carro do serviço, combustível, rancho, ajudas de custo, bónus e outras regalias. É fácil condenar quando a barriga está cheia e as contas estão pagas. Difícil é perceber a pressão de quem veste uma farda, carrega responsabilidades e volta para casa sem saber como vai pôr comida na mesa.

Se queremos combater este tipo de comportamento, então não basta apontar o dedo. É preciso discutir salários, condições de trabalho, dignidade e o custo real de vida. Porque, em muitos casos, por detrás de um acto condenável, há também um grito silencioso de sobrevivência.

Nota: Somos contra qualquer forma de discriminação, ROUBO, preconceito, violência, exposição de imagens sensíveis e uso de linguagem ofensiva. 🙏🏾

Filósofo das Ruas

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